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Crítica - Daredevil (Season 3)

Por Douglas Lucena


De volta para seu terceiro ano, Demolidor retornou à Netflix na última sexta (19) mostrando o porquê de ser a melhor série de herói para TV já lançada. Com 13 episódios, Matt Murdock se vê obrigado a lidar com seus demônios e encara uma difícil decisão: ser o advogado exemplar ou abraçar de vez seu lado sombrio.

Com a crescente queda de qualidade das séries da Marvel em parceria com a gigante dos serviços de streaming Netflix, parecia impossível que a nova temporada do Demônio de Hell’s Kitchen pudesse quebrar essa maldição e nos entregar algo satisfatório. Para o bem de todos e a felicidade geral da nação, a série foi além: não apenas superou suas duas temporadas anteriores como se firmou como a melhor série de herói já produzida.

Como era de se esperar no início, Demolidor mostra as consequências da “morte” do herói sob as perspectivas dos personagens da Deborah Ann Woll e do Elden Henson, Karen Page e Foggy Nelson. Com esperanças do retorno do Matt a qualquer hora, Karen continua pagando as contas de seu apartamento. Foggy argumenta que por mais que seja doloroso pra ele assumir, seria impossível, mesmo para o Demolidor, sobreviver ao desabamento do Midland Circle, e sugere que a jornalista siga com a vida.

Aqui destaco a atuação dos atores e seus papéis dentro de seus arcos na história. A Deborah e o Elden continuam com o bom trabalho, com suas vozes marcantes e expressões realistas. Posteriormente, com o ressurgimento do personagem do Charlie Cox, o trio Murdock/Nelson/Page nos mostram o porquê de darem tão certos juntos. O Demolidor não é o único por aqui que está tendo que lidar com seus demônios, e a cada cena protagonizada por qualquer um dos três só aumenta nossa simpatia com os personagens e suas histórias.


A trama dessa temporada gira em torno novamente do Wilson Fisk, o grande vilão desse terceiro ano. Além da magnífica atuação do Vincent D’Onofrio no papel do Rei do Crime, suas falas, suas ações e seus motivações (motivadora!) não deixam a desejar. Após manipular um ataque a si mesmo dentro da cadeia, Fisk também manipula o FBI e consegue uma “prisão domiciliar”, o que deixa a população de Hell’s Kitchen furiosa. Sob ameaças e promessas, Fisk também consegue o apoio do agente especial Ben Poindexter, interpretado pelo ator Wilson Bethel, com quem divide o espaço de vilão da série.


As cenas de luta dessa terceira temporada são as mais bem coreografadas de todas as séries de herói lançadas pela Netflix. Com o sempre presente embate no corredor, passando por uma memorável sequência de luta no quarto episódio, “Blindsided”, indo até a luta final entre Dex, Matt e Wilson, Demolidor não exagera na dose de sangue e violência, entregando ao telespectador exatamente aquilo que ele espera.

Finalmente, o único aspecto que deixa a desejar é a lentidão com a qual as coisas levam para se desenvolver em determinado ponto da narrativa. Mais especificamente do início ao meio da temporada, quando Murdock ainda está no processo de recuperação de seus poderes. Tempo excessivo de tela para personagens secundários, como o do agente do FBI Ray Nadeem, interpretado pelo ator inglês Jay Ali, também se tornam um problema. Porém, tudo é explicado ao fim da temporada.

Bônus: Irmã Maggie. Prestem atenção a esta personagem.

Demolidor possui, atualmente, três temporadas, todas disponíveis na Netflix. A quarta temporada é dada como “praticamente confirmada”, de acordo com informações do site Deadline, entretanto segue sem data de produção ou estreia definida.

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