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Cinco motivos para amar O Mundo Sombrio de Sabrina

Por Alícia Araripe


(Foto: Divulgação/Netflix)
Revirando o magnífico baú da década de 90, o nome Sabrina Spellman soa familiar para você? Sim, a personagem principal de “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira” está de volta e, dessa vez, as aventuras da adolescente nada comum foram repaginadas e ganharam um ar mais sombrio.

Desenvolvida pela Archie Comics, também responsável por “Riverdale”, em parceria com a Berlanti Television e a Netflix, a primeira parte de “O Mundo Sombrio de Sabrina” teve sua estreia no serviço de streaming em 26 de outubro. Após conquistar o público com sua mescla entre o juvenil e o obscuro, a história da teenage witch, interpretada por Kiernan Shipka, terá uma continuação com lançamento marcado para 19 de abril de 2019 e para manter a magia da série acesa no coração dos nossos leitores, listamos cinco motivos para amar a bruxa mais brilhante de sua idade.

1. Empoderamento Feminino


Quando se fala sobre bruxas, a primeira imagem que nos vem em mente é a de uma velha má, pronta para comer criancinhas. O que acaba passando despercebido é a construção histórica presente por trás dessa imagem tão negativa, uma vez que milhares de mulheres foram lançadas às fogueiras, acusadas de praticar bruxaria, durante o final da idade média e início da idade moderna. 

Trazendo esse contexto para a série, Sabrina, possuindo uma vida dupla entre seu cotidiano mundano e as atividades na Academia de Artes Ocultas,  mostra-se uma jovem que luta por seus direitos e pela igualdade dentro e fora do mundo mágico. Com a ajuda de suas amigas Rosalind (Jaz Sinclair) e Susie (Lachlan Watson), funda em sua escola o grupo de apoio “Associação Cultural e Criativa Interseccional das Mulheres” – do inglês Women's Intersectional Cultural and Creative Association, ou Wicca – determinada a dar um fim ao machismo retratado tão fortemente no ambiente escolar. You go girl!

2. Liberdade de Escolha


Prestes a completar 16 anos e passar por seu Batismo das Trevas, a protagonista – meio humana, meio bruxa – precisa escolher entre sua vida junto dos mortais ou a entrega de sua alma para o Senhor das Trevas. Sem querer abrir mão de nenhuma das faces de sua vida, Sabrina começa a questionar as imposições feitas pela Igreja da Noite, ilustrando o dilema existente diante de muitas exigências religiosas.

Prezando por sua liberdade de escolha, a bruxinha bate de frente com o próprio Satã – que não fica nada feliz com o desrespeito da jovem bruxa – e luta até o fim para provar que é possível manter-se próxima daqueles que ama e ainda assim ter seus poderes aflorados. Tudo uma questão de equilíbrio, não é mesmo?

3. NÃO TENTE ISSO EM CASA!


Invocar familiares, fazer viagens astrais, banhos mágicos e ervas com super poderes de curas. Tudo isso parece muito interessante, não? O que poucas pessoas sabem sobre “O Mundo Sombrio de Sabrina” é que várias dessas referências são práticas reais existentes dentro do ocultismo, paganismo e bruxaria natural e, assim como a série mostra, para todo esse uso há consequências.

Como já vimos até aqui, nossa querida Sabrina Spellman não aceita de maneira muito fácil o que lhe é imposto. É claro que nós, meros espectadores, adoramos ver como a garota entra e sai das confusões nas quais se mete, mas aqui fica um aviso: NÃO TENTEM ISSO EM CASA!

Tentar reviver alguém com necromancia, evocar os Cães do Inferno e enfrentar entidades está bem acima das nossas habilidades de meros mortais. Afinal de contas, expulsar demônios enquanto seus amigos estão no cinema não parece um dos programas mais divertidos de uma sexta a noite. Então, vamos deixar todas essas questões para as nossas amigas bruxas.

4. Representatividade LGBT


Apesar da série ser definida pelos produtores como atemporal, diferente da HQ de mesmo nome, ambientada na década de 60, e da versão mais antiga, “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”, nos anos 90, a trama levanta problemáticas cada vez mais discutidas nos dias atuais. 

Com personagens marcantes e cheios de suas singularidades, questões como homo e transexualidade são apresentadas e exploradas de maneira clara e natural, evidenciando também o preconceito presente na sociedade, a autoaceitação e outros problemas enfrentados diariamente por pessoas da comunidade LGBT.

5. Religião vs Mídia

Logo após a estreia da série, um templo satânico abriu uma ação de 50 milhões de dólares contra a Netflix e a Warner Bros – duas das três produtoras responsáveis pelo projeto. Segundo fontes, uma imagem de Baphomet, figura pagã associada a Satã, estaria sendo usada na série sem autorização, violando, assim, os direitos autorais da entidade religiosa.

No entanto, no último dia 23, as empresas e o templo parecem ter chegado a um acordo amigável. Sobre isso, o cofundador do templo, Lucien Greaves, se pronunciou: “Os elementos únicos da estátua de Baphomet do Templo Satânico foram reconhecidos nos créditos de episódios que já foram filmados. Os termos restantes do acordo estão sujeitos a um acordo de confidencialidade".

Um Bônus de Natal!

(Foto: Divulgação/Netflix)
Pensaram que só nos restava criar teorias sobre o futuro e esperar até abril pelas próximas aventuras de Sabrina Spellman? Erraram! 

Além da decoração natalina e a Mariah Carey cantando All I Want For Christmas Is You, dezembro trará para os fãs da série um especial de Natal. Intitulado “Um Conto de Inverno”, o episódio escrito por Roberto Aguirre-Sacasa e Donna Thorland estreia na Netflix no próximo dia 14 e conta com acontecimentos fora do enredo da história. 

De acordo com a sinopse divulgada pela Netflix, a Igreja da Noite reunirá todos os covens para a comemoração do solstício de inverno e os Spellman receberão uma visita indesejada pela chaminé, que causará muitos problemas em sua noite de Natal.

O episódio especial contará também com a presença da atriz mirim Mckenna Grace, de outra série de  sucesso da Netflix, “A Maldição da Residência Hill”, interpretando Sabrina quando criança.



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