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As diversas facetas do amor no cinema


Lista com cinco filmes que trazem relacionamentos amorosos em suas várias formas.

POR BEATRIZ TITO E CAMILA PINTO 

Não importa a época do ano, se em junho no mês dos namorados, ou no final do ano com a proximidade das comemorações de natal, o amor está sempre no ar. Nas suas múltiplas formas, nos mais variados lugares, o amor se manifesta e inspira.

E foi pensando na diversidade ele se apresenta, que fizemos essa lista com cinco casais do cinema que nos faz refletir sobre o amor em suas diversas facetas.

1. Com amor, Simon (Simon e Blue) — 2018



A adaptação do livro de Becky Albertalli, Simon vs. A Agenda Homo Sapiens, mostra que é possível fazer um filme adolescente com a temática LGBT que seja leve e doce, possuindo todos os elementos básicos de um bom romance. Como o próprio Simon diz logo no início, ele é um garoto como qualquer outro, com família, amigos e vida comuns, mas com um detalhe a mais: ele é gay e ninguém sabe disso. E está tranquilo quanto a isso — na medida do possível para um adolescente de 17 anos que ainda não se assumiu — até começar a trocar mensagens com um colega da escola, o qual se denomina Blue e que também passa por uma situação parecida com a sua.

É natural que, em meio à cumplicidade oriunda dessas semelhanças, nasça uma amizade a qual aos poucos se transforma em amor. E esse é o ponto que faz de Simon e Blue um casal tão adorável: a naturalidade com a qual o romance deles se desenvolve, ainda que em meio a doses moderadas do drama necessário a qualquer filme romântico. São apenas dois garotos vivendo o seu primeiro amor, enfrentando suas inseguranças e lidando com os problemas que vão surgindo em suas vidas, sejam por causa da sua sexualidade, ou de suas escolhas ingênuas. E o mais importante: como em todo bom clichê, com o direito de viver esse amor num final feliz.

2. Os Bastidores da Fama (Noni e Kaz) — 2014



Esse poderia muito bem ser o romance clichê de salvação que o destemido herói aparece para salvar a mocinha e dar um sentido à sua vida. E talvez ele seja isso, mas vai além. Beyond The Lights (título original), de Gina Prince-Bythewood, mostra a história de Noni, uma cantora negra em ascensão que sofre com a constante pressão de sua mãe — que também é sua agente —, sendo hiperssexualizada e,em algum momentos, até mesmo embranquecida. Tudo isso pela fama e para ser a melhor. Após receber seu primeiro prêmio musical, a jovem tenta cometer suicídio, mas é salva por Kazzam Nicol, um jovem policial que pretende se candidatar a vereador, para ajudar seu povo. Esse não é apenas o começo de uma história de amor, mas também de libertação de Noni.

Kaz pode até tê-la puxado daquela sacada, mas cabe à cantora se reencontrar, tomar as rédeas da sua vida e mostrar a todos quem ela é e o quer. Noni só precisava que alguém a visse de verdade, além da imagem criada pela sua mãe, e Kaz a faz. Ele não apenas a vê, mas passa a ficar ao seu lado, ouvindo-a e segurando sua mão enquanto ela encontra força para se reerguer. Apesar de mais sutil, a chegada de Noni também mexe com a vida bem planejada de Kaz, fazendo com que ele pense sobre o que realmente quer para si. Eles encontram no amor que constroem juntos, a força que precisam para mudarem suas vidas.

3. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Léo e Gabriel) — 2014



Léo estudava e estava sempre junto com sua amiga Giovana, até que em um dia aparentemente normal de aula, um novo aluno passa a integrar sua turma: Gabriel. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, é um longa-metragem brasileiro que conta a história dos jovens Léo e Gabriel. Estes que, no decorrer da trama, por estudarem juntos, vão se aproximando e se conhecendo, dando espaço para que uma linda amizade seja construída, se fortaleça e tome novas formas. As descobertas do primeiro amor e da sexualidade são temas abordados no filme. O que confere singularidade a obra, além de tratar de um romance homoafetivo entre dois adolescentes com naturalidade e delicadeza, é o fato que um dos jovens é cego.

4. Um Amor para Recordar (Jamie e Landon) — 2002


Um Amor Para Recordar, adaptação de Adam Shankman do romance de Nicholas Sparks, é um daqueles filmes em que o casal protagonista são o oposto um do outro. Ou pelo menos, de início, aparenta ser. Landon é um cara popular e inconsequente, já a Jamie é uma garota estudiosa e super religiosa. Após transgredir regras na escola, ele é obrigado a realizar alguns serviços fora do horário de aula, o que acaba fazendo ele conviver com Jamie. A princípio, os dois não se dão bem devido às impressões superficiais que têm um do outro. Porém, com o passar do tempo, vão percebendo que têm muito em comum, o que os aproxima e faz com que ele se apaixone por Jamie, mesmo tendo prometido a ela que não o faria. Uma revelação, no entanto, abala o relacionamento e a partir daí, Landon passa a ajudar a encarar a situação de Jamie e também lidar com o futuro incerto do seu relacionamento.

5. O Perfume da Memória (Laura e Ana) — 2016



O longa metragem de Oswaldo Montenegro, O Perfume da Memória, mostra o envolvimento de Ana e Laura, onde a casa de uma das personagens é usada como cenário. Uma grande paixão que surge ao longo de uma noite especial. Ana, apaixonada pelas artes e de espírito livre, gosta de viver em seu próprio mundo. Laura gosta de escrever e guarda em uma gaveta um caderno com versos que esconde do resto do mundo. Arrasada com o fim de seu casamento, decide passar seu aniversário sozinha em casa até o momento em que Ana chega. Apesar de terem amigos em comum, ela é uma desconhecida que aparece em sua porta com flores, recitando com intimidade seus poemas secretos, dizendo que precisa conhecê-la. Por algum motivo Laura a deixa entrar. Ao longo da noite, conversam sobre suas histórias, relacionamentos, astrologia, literatura, jogos, teorias com números em meio a taças de vinhos, fotografias, segredos, músicas, arte e muita arte. Seria possível se apaixonar completamente por alguém em uma noite? Ana e Laura mostram que sim mesmo quando segredos são revelados e o medo ameaça esse novo sentimento.

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